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Vanessa Santana, Advogado
Vanessa Santana
Comentário · mês passado
Não tenho o hábito de me manifestar diante as matérias que são expostas, mas diante de tudo que li preciso dizer algo.

Já adianto que não se trata de lamúrias e choramingações, já me justifico pois atualmente não podemos discordar de algo sem que alguém venha e diga que é discurso de derrotado e vitimista.

É muito fácil julgar os outros por si mesmo, sem levar em consideração a vida de cada um.

Ficar rico, hoje, no Brasil e na advocacia é uma grande ilusão que permeia a vida e o sonho de muitos, mas a realidade, com certeza meus queridos, não é essa.

Vamos lá: Você atende bem o cliente, atenção e prioridade sempre foram suas marcas registradas. Você prevê riscos sim, quase todo advogado faz isso, não é novidade, você inclusive tem 4 pós-graduações, faz curso de inglês para o mestrado, levanta as 5h da manhã, dorme depois das 23h.
Você meu amigo é uma máquina de estudo e trabalho.
(Essa sou eu).

Você dá tudo de si, despacha com Juiz, briga no cartório para que o processo tenha andamento e depois de 10 anos sobrevêm a sentença: R$ 2.000,00 de danos morais para aquele cliente que injustamente teve seu bom nome negativado por uma cobrança indevida do banco.
Resumo da ópera: duas sentenças erradas, duas apelações e no momento um agravo interno.
(Eu tenho um processo assim, e as sentenças irrisórias são recorrentes no Estado do RJ, pergunte a qualquer um que não tenha ligação com Juiz e saberás a verdade).

Portanto, não aceito que ninguém que conseguiu ficar rico ou que esteja tentando, venha dizer que a culpa é única e exclusivamente do advogado.

Vivemos em um sistema de Justiça que está muito distante do cidadão. Se não bastasse, além de lidar com um sistema judicial falido, ainda somos obrigados a lidar com a sociedade que nos detesta e acredita que somos verdadeiros carniceiros de dinheiro.

Portanto, não é tão simples ou tão fácil quanto parece.
Nós, advogados que lidamos com o sofrimento do povo na veia devemos ser mais respeitados.

Chega desses artigos dizendo que o problema somos nós que temos milhões de defeitos, como se quem fica rico tivesse uma fórmula mágica...e isso e aquilo...Essa matéria tem fundo esnobe e como tudo no direito está muito distante da realidade que eu e centenas de advogados enfrentamos...

Se você conseguiu, parabéns, mas saiba que existem aqueles que não conseguem ficar ricos e mesmos assim, são muito competentes...Uauuuu parece mentira? mas não é..Não podemos separar o bom e o mal profissional simplesmente por quanto ele tem na carteira.
Maykell Felipe Moreira, Advogado
Maykell Felipe Moreira
Comentário · há 3 meses
Bom dia, Levi Cardoso!

O que é criminoso não é a 'nomenclatura' PIRÂMIDE, isso é apenas um 'nome utilizado pela doutrina' para identificar esquemas que demonstraram uma alta capacidade de fraude. Se você se orientar pelo nome pode ser facilmente enganado. Por exemplo, os esquemas de pirâmides financeiras não se intitulam 'pirâmides', mas sim 'empresas de MMN', por isso deve-se analisar a 'substância do negócio' e não a forma como lhe é apresentado, ok?

Assim, não é o fato de se estruturar em ramificação no formato de uma pirâmide que torna o negócio criminoso. Não é o fato de se organizar em forma de uma pirâmide/rede, compreende? O que torna uma 'rede' ilegal é o fato de não possuir um produto real que sustente o negócio. A indicação de pessoas e o recrutamento é totalmente legal e permitido, desde que a empresa não se sustente como fonte principal de renda apenas esse recrutamento. Pois, não há como simples indicações 'sem uma finalidade concreta de consumo' sustentar um negócio por muito tempo, por décadas, no máximo alguns meses e a 'torre' cai!

É preciso que a empresa tenha uma 'atividade comercial lícita' que sustente o negócio, algo real, realmente consumível e utilizado pelas pessoas no seu dia a dia. Por isso, mencionei no texto as perguntas chaves para diferenciar um esquema criminoso. Por isso, a doutrina tem chamado o MMN de 'Pirâmide do Bem', tem até uma reportagem da Rede Globo sobre o tema, que usam essa expressão. Porque o MMN também acaba por se ramificar em uma 'rede de consultores e vendedores' que se você desenhar em um papel, também ganhará o formato/desenho de uma de uma 'pirâmide, teias ou rede'.

Mas não é o 'desenho, formato, design' que configura um negócio criminoso é o "risco certo e previsível de prejuízo" para aqueles que entram por último, pois, se não há um produto, não há o que vender, se não há o que vender, qual o sentido de recrutarmos pessoas para um negócio que só existe por existir? E aí, qual é o trabalho nesse negócio? depois que se entra, fazemos o que? Apenas indicamos pessoas e mais nada? Não há proveito social nisso, não há uma atividade principal geradora de renda e consumo, e é isso que entrega a fraude.

Assim, a nomenclatura 'pirâmide do bem' é apenas um 'apelido doutrinário' dado pelos juristas, pois, existem peculiaridades entre as duas, mas existem distinções. Não vejo problema em usar esse 'pseudônimo' (por mais que gere um preconceito no ouvinte), o que não pode haver é a 'essência do negócio' não ser legítima de um MMN sólido.

Grande abraço!

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